segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Saudades de nada, nem de ninguém. Apenas vontade...


Revisando minhas primaveras percebi que passo muito tempo reclamando de saudades. E na verdade, o que eu tenho é vontade. Vontade de acrescentar.

Não fico acalentando os bons acontecimentos do passado durante muito tempo. O que sinto, noventa por cento do meu tempo, é uma necessidade imensa de viver coisas novas com as pessoas antigas. Como também, mostrar coisas antigas a pessoas novas, que estão por aqui a colorir o meu mundo preto e branco.

Interessante como demoramos tanto a saber o que realmente queremos. Foi preciso sentir tanta dor, para saber que metade delas são totalmente desnecessárias. Foi preciso rir tanto risos para saber qual graça realmente me cai bem. E foi preciso 30 anos para que eu pudesse saber que meu destino nunca foi morrer de saudade, e sim, viver todas as alegrias que a vida me apresenta.

É doce constatar que não há vazios, nem fantasmas, nem carência extrema, apenas paixão. Paixão pelo que ainda não foi visto, nem feito, nem vivido. . . vontade no sentido pleno e voraz da palavra.



sau.da.de

s. f. 1. Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. 2. Nostalgia.



domingo, 4 de outubro de 2009

Teus Olhos - Marcelo Camelo


Teus olhos abrem pra mim
Todos os encantos
Teus olhos abrem pra mim

Teus olhos abrem pra mim
Todos os encantos bons
Tudo que se quer vai lá

Eu vi na terra
Você chegando assim
Assim, de um jeito tão sereno

Ai, ai, meu Deus do céu
Eu vivo sem pensar
Se sou só

Acho que não vou mais
Agora tudo tanto faz,
meu bem
Eu vi você passar
Levando meu encanto

Caminho sem saber de mim
Eu vivo sem pensar
Se sou só
ou sou mar

Mas eu conto com você
Pois enquanto eu não me resolver
Eu vou lá, eu vou lá
Mas enquanto eu não me resolver
Eu vou lá, eu vou lá

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

30 anos


Vou falar dessa impressão que se tem na adolescência de que aos 30 anos estaríamos velhas. Nós, mulheres do século 21, ou seja, nascidas entre 75 e 85 do século PASSADO, que a essa altura do campeonato(2009) ou já estão estabelecidas ou estão se estabelecendo... Certamente, ao menos, sabem muito do muito que desejam.

Não tenho 30 anos ( estou a caminho e já vejo a pontinha da montanha no horizonte), como falar desta idade tão especial?


Ora, minha Cândida está fazendo 30 aninhos hoje!!!!! \0/

E embora ela seja uma referência pra mim desde seus 22 anos, ver esta mulher, hoje uma balzaquiana, é uma honra e um prazer!

Minha amada Dandan... Sei que você sabe que a sua felicidade diária é tão importante pra mim quanto a minha...

E todo amor que dentro de mim pode haver hoje emana em sua direção com os mais fortes desejos de alegria, saúde e realizações!!!


Vamos comemorar até o fim do ano!!!!!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Felicidade - Luiz Tatit


Não sei porque eu tô tão feliz
Não há motivo algum pra ter tanta felicidade
Não sei o que que foi que eu fiz
Se eu fui perdendo o senso de realidade
Um sentimento indefinido
Foi me tomando ao cair da tarde
Infelizmente era felicidade
Claro que é muito gostoso
Claro que eu não acredito
Felicidade assim sem mais nem menos é muito esquisito

Não sei porque eu tô tão feliz
Preciso refletir um pouco e sair do barato
Não posso continuar assim feliz
Como se fosse um sentimento inato
Sem ter o menor motivo
Sem uma razão de fato
Ser feliz assim é meio chato
E as coisas nem vão muito bem
Perdi o dinheiro que eu tinha guardado
E pra completar depois disso
Eu fui despedido e estou desempregado
Amor que sempre foi meu forte
Não tenho tido muita sorte
Estou sozinho, sem saída, sem dinheiro e sem comida
E feliz da vida!!!

Não sei porque eu tô tão feliz
Vai ver que é pra esconder no fundo uma infelicidade
Pensei que fosse por aí, fiz todas terapias que tem na cidade
A conclusão veio depressa e sem nenhuma novidade
O meu problema era felicidade
Não fiquei desesperado, não, fui até bem razoável
Felicidade quando é no começo ainda é controlável

Não sei o que foi que eu fiz
Pra merecer estar radiante de felicidade
Mais fácil ver o que não fiz
Fiz muito pouca aqui pra minha idade
Não me dediquei a nada
Tudo eu fiz pela metade, porque então tanta felicidade
E dizem que eu só penso em mim, que sou muito centrado
Que eu sou egoísta
Tem gente que põe meus defeitos em ordem alfabética
E faz uma lista
Por isso não se justifica tanto privilégio de felicidade
Independente dos deslizes dentre todos os felizes
Sou o mais feliz

Não sei porque eu tô tão feliz
E já nem sei se é necessário ter um bom motivo
A busca de uma razão me deu dor de cabeça, acabou comigo
Enfim, eu já tentei de tudo, enfim eu quis ser conseqüente
Mas desisti, vou ser feliz pra sempre
Peço a todos com licença, vamos liberar o pedaço
Felicidade assim desse tamanho
Só com muito espaço!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O Charme Das Canções (uis e Ais) - Geraldo Azevedo



O charme das canções
São suas frases banais
São seus ais, seus uis e ão
Coisa de fazer sorrir
A triste noiva do faquir
Coisa de fazer sonhar
A moça do nono andar
Coisa de fazer parar
O chofer do caminhão
São seus ão meus ais e uis
Coisa de fazer chorar
A natureza morta
O charme das canções
São eu te amo
Tua traição teus punhais
E ai, Jesus, são seus uis
Meus ão e ais

São Jamais, jasmins ou nunca
São nunca mais ou querer teus beijos
Ou serão teus beijos, sempre
E sempre mais
São seus ais, seus uis e ao
Coisas que entortam
Um certo coração