terça-feira, 10 de junho de 2008

Felicidade Realista - Martha Medeiros



A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote

louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser

magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:

queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos

conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar

pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente

apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes

inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos

sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você

pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um

parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente

quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo,

usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o

suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem

pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que

saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de

criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o

estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza,

instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.

A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.

Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está

alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não

se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la

e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e

não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso

coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

11 comentários:

Chay Fernandes disse...

Não. Não é auto-ajuda. Achei importante lembra de onde copiei as minhas melhores idéias... saber que consigo absorver algo de com o que leio.
Tudo bem que tem mais textos de Mário Quintana aqui do que do meu poeta preferido, que é o Vinicius... pensei até em mudar o nome do Bolog. rsrsrs

Chay Fernandes disse...

Agora, essa imagem me lembrou algo muito legal... quando eu tinha 6 anos, eu costumava pensar que as bolhas de sabão eram portais de outras dimensões, onde a turma do HE-MAN podia ficar observando o que acontecia na Terra...
Às vezes é tão bom se criança.

jose.maffei disse...

A paz interior é garantia de felicidade. É um bem precioso, que se perde quando nos esforçamos em ter, esquecendo-nos de ser.

iti disse...

Precisamos de paz, dificil..
mais é bom esquecer o mundo um pouco
http://www.lhmartins.blogspot.com

Conquistadores (Didixy) disse...

Muito legal o texto do Mário Quintana. Mas mesmo não tendo isso no mundo, acho que cada um de nós pode encontrar a paz. Só depende de nós.

Euzer Lopes disse...

Parece que escolhemos o tema "felicidade" para nossos posts atuais.
Passe no meu blog (www.euzer.blogspot.com) e veja.
Concordo com o comentário acima do meu.

Dolores disse...

SUMERMO!!!!Busquemos a felicidade no palpável... Achar a felicidade e apalpá-la é o mais importante!!!


Eu quero a sorte de uma vida tranquila, com alguns momentos de amor, todos os tipo de amor, e poder, no fim de tudo olhar pra trás e pensar:

Caralho, que vida eu tive!

Olhem os meus amigos velhinhos jogando buraco, e bebendo vinho escondido por causa do remédio... essas e outras coisas...hahahaha

Fred disse...

Cada um deve procurar ser feliz da forma que achar mais interessante, mas acho legal o texto, pois serve para desmistificar algumas coisas.

pré-filósofo disse...

Grande mensagem. Respeitando a autora, que é uma das grandes autoras brasileiras da atualidade, posto aqui seu nome: Martha Medeiros e não Mario Quintana. Abraços!

pré-filósofo disse...

Grande mensagem. Respeitando a autora, que é uma das grandes autoras brasileiras da atualidade, posto aqui seu nome: Martha Medeiros e não Mario Quintana. Abraços!

Chay Fernandes disse...

Sério?! =/

Não se pode confiar em fontes hoje em dia... se bem que o texto é bem mais a cara dela... vou mudar o nome!