segunda-feira, 2 de junho de 2008

Dor-de-cotovelo - Caetano Veloso


O ciúme dói nos cotovelos

Na raiz dos cabelos

Gela a sola dos pés

Faz os músculos ficarem moles

E o estômago vão e sem fome

Dói da flor da pele ao pó do osso

Rói do cóccix até o pescoço

Acende uma luz branca em seu umbigo

Você ama o inimigo

E se torna inimigo do amor

O ciúme dói do leito à margem

Dói pra fora na paisagem

Arde ao sol do fim do dia

Corre pelas veias na ramagem

Atravessa a voz e a melodia

2 comentários:

Chay Fernandes disse...

Eu nunca quis exigir nada... sempre achei que o que é bom deveria chegar espontaneamente... às vezes penso que esse foi meu grande erro. As pessoas não sabem andar soltas... Mas eu sempre almejei a liberdade... e sempre paguei o preço.
...
Agora eu posto isso e me pergunto: “O que isso companheira?!”
- Não sei mesmo... deixe aí, para que eu não esqueça...

Dolores disse...

Sumermo... nada de andar solta... quequeisso????

Sabe, não sei o que dizer... o ciúme vem e não se explica, muitas vezes é idiota...

Mas aí é que está... o amor nos deixa assim... abestalhados... o que vier é lucro... vai render, pelo menos, horas de fossa music, bebida, ombro amigo e outras partes do amigo =p


"... apesar dessas e outras...
O vivo afirma firme afirmativo
O que mais vale a pena é estar vivo!

É estar vivo
Vivo
É estar vivo

Não feito, não perfeito, não completo;
Não satisfeito nunca, não contente;
Não acabado, não definitivo
Eis aqui um vivo, eis-me aqui.