domingo, 21 de setembro de 2008

A Medida Da Paixão - Lenine


É como se a gente

Não soubesse

Prá que lado foi a vida

Por que tanta solidão?

E não é a dor

Que me entristece

É não ter uma saída

Nem medida na paixão...

Foi!

O amor se foi perdido

Foi tão distraído

Que nem me avisou Foi!

O amor se foi calado

Tão desesperado

Que me machucou...

É como se a gente

Pressentisse

Tudo que o amor não disse

Diz agora essa aflição

E ficou o cheiro pelo ar

Ficou o medo de ficar

Vazio demais meu coração...

Foi!

O amor se foi perdido

Foi tão distraído

Que nem me avisou

Nem me avisou!

Foi!

O amor se foi calado

Tão desesperado

Que me maltratou...

3 comentários:

Chay Fernandes disse...

Eu to odiando fingir que ta tudo bem. Não tem nada bem em lugar nenhum, nem fora, nem dentro de mim... Odeio deitar minha cabeça para dormir e tenta fugir e não ter fuga. Eu estava tão acostumada a me mostrar, a não ter medo, a confiar... Odeio as minhas fraquezas... eu não quero mais sofrer... eu sinto a minha dor e a dos outros, e não queria que ninguém padecesse... pra que tanta amargura distribuída?! Eu só não perco a linha por que não quero preocupar as pessoas que se importam comigo... mas ta na medida do impossível. Eu nem estava preparada para isso... eu nem esperava... eu tinha tido um dia feliz... e nada mais foi feliz desde de então... e eu também odeio isso. Tudo perdeu o sentido... não dá para se refugiar nas coisa boas por que todas elas foram jogadas na lama. Agora tudo parece que foi uma grande mentira... como ser bem tratada por que vou precisar segurar todas as barras em casa – antes ninguém tava nem aí... Eu nunca cobrei nada por que não precisava de mais nada... pra que é que estou fingindo que nada do que li não me fez mal? Pra que parecer que estou passando por cima do que eu não estou? Por que meus primeiros pensamentos são procurar refúgio num lugar ao qual não pertenço mais e foi dito que nunca pertenci... que merda de vida... e depois, amanhã qdo acordar serei a mesma tola de todos os dias...

Dolores disse...

E com toda essa tolice...toda essa dor... todo banho quente...todas essas tantas lágrimas secretas... todo sorriso...todo o “ nada não”... todo refúgio...toda tentativa de fuga e a constatação de que não há como fugir... com todo amor... toda descrença... todo encaralhamento...com os papéis diários...com toda risada de criança... todo abandono... toda solidão precisada...toda solidão solitária... e depois de todas essas canções...esses cheiros... E aquele poema que disse tudo...e aquela amiga boboca... e esse “que porra é isso???” “Parem o mundo que eu quero descer”...

E se dar conta de que as pessoas são o que há de melhor e pior no mundo?

É como dizia o poeta...

“...E a vida vai tecendo laços
Quase impossíveis de romper:
Tudo o que amamos são pedaços
Vivos do nosso próprio ser.

A vida assim nos afeiçoa,
Prende. Antes fosse toda fel!
Que ao se mostrar às vezes boa,
Ela requinta em ser cruel...” MB


Dan...você me faz parecer menos pó...menos pozinho.

Pin Up disse...

Não necessita fingir, não necessita fazer de conta, a pessoa mais enganada nessa história toda é vc... a vida nos pega de surpresa e devemos sempre aprender com ela, afinal de contas ela é nossa maior professora... lembre-se que tudo nessa vida passa, nada dura para sempre.

Queria ter melhores palavras para te escrever no momento, mas sinta-se abraçada com todo o meu carinho.

Beijos baby!!