sexta-feira, 5 de setembro de 2008


Não adianta mentir pra mim mesma

Ficar me enganando, tentando dizer

Que nunca na vida, nunca na vida eu gostei de pão doce


Porque por mais que eu queira esconder

A verdade é que eu adorava pão doce

Não podia passar sem pão doce

Bastava ver padaria, que logo eu ia, que logo eu ia

Comprar


Não adianta mentir pra mim mesma

Porque no fundo, porque no fundo eu sei muito bem

Que essa história toda de não comer açúcar

Que essa história toda de não comer pão branco

Que essa história toda de viver de mel e pão integral

Isso tudo só foi começar muito depois

Depois de um tempo em que eu era

Tão completamente ingênua

Tão sem força de vontade


Que as doces delicadezas

De qualquer guloseima

Lânguidas me seduziam

E minha língua sofria

De incontrolável fascínio

Por cremes dourados

E frutas cristalizadas

Feito rubis incrustadas

Nas crostas crocantes dos pães

Mas hoje



Hoje tudo é diferente

Se eu olho pruma padaria, me ponho cismando, chego a duvidar

Como é que pôde um dia

Eu ter entrado tanto lá!...



Porque por mais que eu queira, mas que eu queira

Mentir pra mim mesma

Ficar me enganando, tentando dizer

Que nunca na vida, nunca na vida eu gostei de pão doce

Fazendo um exame detido, sendo sincera, eu tenho que admitir

Que a verdade, meus amigos(pelo menos no que tange a trigos)

A verdade no duro, doa a quem doer

A verdade é que eu adorava pão doce

A verdade é que eu adorava pão doce

A verdade é que eu adorava pão doce...

Um comentário:

Dolores disse...

E não adiante mentir pra mim memsa...

Esse coisa de doce...de amor... de idas e voltas...

Esse eterno penar...

Nada mais faz sentido...só isso!